Mudanças entre as edições de "Fórum "Favela-Universidade""

De Dicionário de Favelas Marielle Franco
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<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Inspirados pelo tema “Ciência para redução das desigualdades sociais” da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2018, a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as<br/> organizações de base sociocomunitária de Manguinhos e da Maré propuseram uma agenda de atividades para além dos dias em que ocorre o evento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para tanto, colocou-se em diálogo os estudantes e egressos de cursos de pós-graduação moradores dessas favelas tendo como referência os princípios da ciência cidadã.<br/> <br/> Com esse intuito, o Fórum Favela-Universidade promove rodas de conversa Universitárixs e faveladxs – Quais caminhos levam a universidade para favela e a favela para universidade? voltadas sobretudo para moradores de favelas do Rio de Janeiro que tenham cursado ou estejam cursando o ensino superior - graduação ou pós-graduação -, ou pré-vestibulares comunitários em favelas. Até hoje, foram realizadas sete edições da roda, que ocorreram alternadamente nos espaços do Museu da Maré, Espaço Casa Viva (Rede CCAP/Manguinhos), Museu da Vida (Fiocruz) e Faculdade de Letras (UFRJ).&nbsp;</span></span>
 
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Inspirados pelo tema “Ciência para redução das desigualdades sociais” da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2018, a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as<br/> organizações de base sociocomunitária de Manguinhos e da Maré propuseram uma agenda de atividades para além dos dias em que ocorre o evento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para tanto, colocou-se em diálogo os estudantes e egressos de cursos de pós-graduação moradores dessas favelas tendo como referência os princípios da ciência cidadã.<br/> <br/> Com esse intuito, o Fórum Favela-Universidade promove rodas de conversa Universitárixs e faveladxs – Quais caminhos levam a universidade para favela e a favela para universidade? voltadas sobretudo para moradores de favelas do Rio de Janeiro que tenham cursado ou estejam cursando o ensino superior - graduação ou pós-graduação -, ou pré-vestibulares comunitários em favelas. Até hoje, foram realizadas sete edições da roda, que ocorreram alternadamente nos espaços do Museu da Maré, Espaço Casa Viva (Rede CCAP/Manguinhos), Museu da Vida (Fiocruz) e Faculdade de Letras (UFRJ).&nbsp;</span></span>
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<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Os encontros do fórum propiciam a partilha de saberes para tratar sobre a produção acadêmica da e sobre a favela; a importância do conhecimento construído por universitários de favelas na realidade de suas comunidades; o impacto das barreiras educacionais, burocráticas e de discriminação racial na saúde mental desses estudantes, entre outras. A partir das rodas de conversas e de grupos de trabalho, o Fórum apontou ainda para construção de jornadas científicas das favelas, a serem realizadas no ano de 2020.</span></span>
  
 
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Para além disso, durante os encontros, evidenciou-se a necessidade de criação de grupos de trabalho (GTs) para&nbsp; encaminhamento de propostas que atendessem às demandas discutidas. Foram então criados os seguintes grupos de trabalho:&nbsp;</span></span>
 
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Para além disso, durante os encontros, evidenciou-se a necessidade de criação de grupos de trabalho (GTs) para&nbsp; encaminhamento de propostas que atendessem às demandas discutidas. Foram então criados os seguintes grupos de trabalho:&nbsp;</span></span>
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<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">O 2º Encontro de Curadoria com Participação Social aconteceu nos dias 12 e 13 de abril de 2019, com o objetivo de conhecer experiências culturais participativas realizadas por movimentos sociais das comunidades vizinhas à Fiocruz e, coletivamente, construir caminhos para que a curadoria com participação social se transforme em uma rotina em museus de ciências, como o Museu da Vida. Os assuntos discutidos foram ações educativas em exposições participativas; comunicação; metodologias participativas para a escolha de temas para exposições; criação de exposições com participação social: desafios e problemas; iniciativas culturais, participação social e garantia de direitos; e mobilização em ações culturais: construir e agir.</span></span>
 
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">O 2º Encontro de Curadoria com Participação Social aconteceu nos dias 12 e 13 de abril de 2019, com o objetivo de conhecer experiências culturais participativas realizadas por movimentos sociais das comunidades vizinhas à Fiocruz e, coletivamente, construir caminhos para que a curadoria com participação social se transforme em uma rotina em museus de ciências, como o Museu da Vida. Os assuntos discutidos foram ações educativas em exposições participativas; comunicação; metodologias participativas para a escolha de temas para exposições; criação de exposições com participação social: desafios e problemas; iniciativas culturais, participação social e garantia de direitos; e mobilização em ações culturais: construir e agir.</span></span>
  
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Os encontros do fórum propiciam a partilha de saberes para tratar sobre a produção acadêmica da e sobre a favela; a importância do conhecimento construído por universitários de favelas na realidade de suas comunidades; o impacto das barreiras educacionais, burocráticas e de discriminação racial na saúde mental desses estudantes, entre outras. A partir das rodas de conversas e de grupos de trabalho, o Fórum apontou ainda para construção de jornadas científicas das favelas, a serem realizadas no ano de 2020.<br/> <br/> '''Compõem a rede:'''<br/> <br/> Coordenação de Cooperação Social (Presidência)<br/> Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz)<br/> Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<br/> Cooperação Social do Instituto Oswaldo Cruz(IOC)<br/> Responsabilidade Socioambiental de Bio-Manguinhos(Somar/Bio-Manguinhos)<br/> Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict)<br/> Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca(Ensp)<br/> Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré(Ceasm)<br/> Museu da Maré<br/> Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente Justo, Democrático e Sustentável (RedeCCAP)<br/> Redes da Maré</span></span>
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<br/> <span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">'''Compõem a rede:'''<br/> <br/> Coordenação de Cooperação Social (Presidência)<br/> Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz)<br/> Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<br/> Cooperação Social do Instituto Oswaldo Cruz(IOC)<br/> Responsabilidade Socioambiental de Bio-Manguinhos(Somar/Bio-Manguinhos)<br/> Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict)<br/> Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca(Ensp)<br/> Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré(Ceasm)<br/> Museu da Maré<br/> Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente Justo, Democrático e Sustentável (RedeCCAP)<br/> Redes da Maré</span></span>

Edição das 16h04min de 13 de dezembro de 2019

Inspirados pelo tema “Ciência para redução das desigualdades sociais” da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2018, a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as
organizações de base sociocomunitária de Manguinhos e da Maré propuseram uma agenda de atividades para além dos dias em que ocorre o evento do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para tanto, colocou-se em diálogo os estudantes e egressos de cursos de pós-graduação moradores dessas favelas tendo como referência os princípios da ciência cidadã.

Com esse intuito, o Fórum Favela-Universidade promove rodas de conversa Universitárixs e faveladxs – Quais caminhos levam a universidade para favela e a favela para universidade? voltadas sobretudo para moradores de favelas do Rio de Janeiro que tenham cursado ou estejam cursando o ensino superior - graduação ou pós-graduação -, ou pré-vestibulares comunitários em favelas. Até hoje, foram realizadas sete edições da roda, que ocorreram alternadamente nos espaços do Museu da Maré, Espaço Casa Viva (Rede CCAP/Manguinhos), Museu da Vida (Fiocruz) e Faculdade de Letras (UFRJ). 

Os encontros do fórum propiciam a partilha de saberes para tratar sobre a produção acadêmica da e sobre a favela; a importância do conhecimento construído por universitários de favelas na realidade de suas comunidades; o impacto das barreiras educacionais, burocráticas e de discriminação racial na saúde mental desses estudantes, entre outras. A partir das rodas de conversas e de grupos de trabalho, o Fórum apontou ainda para construção de jornadas científicas das favelas, a serem realizadas no ano de 2020.

Para além disso, durante os encontros, evidenciou-se a necessidade de criação de grupos de trabalho (GTs) para  encaminhamento de propostas que atendessem às demandas discutidas. Foram então criados os seguintes grupos de trabalho: 

GT de Pesquisa: para mapear a trajetória dos estudantes egressos e suas produções científicas;

GT de Saúde Mental: centrado na análise dos impactos psicossociais advindos das experiências dos estudantes na universidade;

GT de Participação Social: com foco no fortalecimento de espaços de memória e identidade;

GT de Comunicação: com objetivo de desenvolver estratégias de comunicação interna e divulgação dos encontros.

Algumas das atividades construídas a partir do encontro dos grupos foram: 

Encontro Favela-Universidade: caminhos, encontros, interseções

Nos dias 27, 28 e 29 de março de 2019 aconteceu o Encontro Favela-Universidade: caminhos, encontros, interseções, na Faculdade de Letras da UFRJ. O evento apresentou projetos de extensão realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e projetos em cooperação social desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz em Maré e Manguinhos, além de iniciativas de atores sociais desses territórios.

2º Encontro de Curadoria com Participação Social

O 2º Encontro de Curadoria com Participação Social aconteceu nos dias 12 e 13 de abril de 2019, com o objetivo de conhecer experiências culturais participativas realizadas por movimentos sociais das comunidades vizinhas à Fiocruz e, coletivamente, construir caminhos para que a curadoria com participação social se transforme em uma rotina em museus de ciências, como o Museu da Vida. Os assuntos discutidos foram ações educativas em exposições participativas; comunicação; metodologias participativas para a escolha de temas para exposições; criação de exposições com participação social: desafios e problemas; iniciativas culturais, participação social e garantia de direitos; e mobilização em ações culturais: construir e agir.


Compõem a rede:

Coordenação de Cooperação Social (Presidência)
Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz)
Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Cooperação Social do Instituto Oswaldo Cruz(IOC)
Responsabilidade Socioambiental de Bio-Manguinhos(Somar/Bio-Manguinhos)
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict)
Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca(Ensp)
Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré(Ceasm)
Museu da Maré
Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente Justo, Democrático e Sustentável (RedeCCAP)
Redes da Maré