Mudanças entre as edições de "História de Favelas da Grande Tijuca"

De Dicionario de Favelas Marielle Franco
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Atuando por meio da mobilização da população local, a Agenda Social Rio acabou por reunir representantes dos bairros e das comunidades da região, grupos culturais e de jovens, representantes de religiões, escolas públicas e privadas, empresas e diversas instituições governamentais, todos e todas empenhados na proposição e implementação de políticas públicas mais inclusivas, que reduzissem as desigualdades sociais. Tal objetivo passava necessariamente pela questão da urbanização das favelas e sua integração ao espaço da cidade, que se tornou, então, o foco principal das ações implementadas pela Agenda Social Rio. Pelo fortalecimento da organização da população local e de sua capacidade de&nbsp;associação, iniciou-se um importante processo de negociação e diálogo a respeito da gestão do espaço socioambiental e, sobretudo, da prática da cidadania e da reconstrução de identidades sociais.
 
Atuando por meio da mobilização da população local, a Agenda Social Rio acabou por reunir representantes dos bairros e das comunidades da região, grupos culturais e de jovens, representantes de religiões, escolas públicas e privadas, empresas e diversas instituições governamentais, todos e todas empenhados na proposição e implementação de políticas públicas mais inclusivas, que reduzissem as desigualdades sociais. Tal objetivo passava necessariamente pela questão da urbanização das favelas e sua integração ao espaço da cidade, que se tornou, então, o foco principal das ações implementadas pela Agenda Social Rio. Pelo fortalecimento da organização da população local e de sua capacidade de&nbsp;associação, iniciou-se um importante processo de negociação e diálogo a respeito da gestão do espaço socioambiental e, sobretudo, da prática da cidadania e da reconstrução de identidades sociais.
  
Nesse contexto de ação política, surgiu o projeto Condutores(as) de Memória. Inicialmente um projeto da Agenda Social Rio, acabou por constituir-se numa das bases da proposta de criação de um centro de memória da Grande Tijuca. No caso do Condutores(as) de Memória, a idéia concebida ainda em 1999 por três educadoras comunitárias, moradoras do Borel e da Casa Branca, ganhou corpo e se expandiu para além dos limites de suas próprias comunidades e da Grande Tijuca, contribuindo para a reconstrução das representações sobre as favelas e da identidade de sua população. Por meio do resgate da memória coletiva desses espaços urbanos, as pessoas que neles moram refazem sua própria trajetória, reelaboram sua experiência de vida e transformam a dura realidade na qual estão inseridas. É um pouco dessa história que acompanharemos agora.
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Nesse contexto de ação política, surgiu o projeto Condutores(as) de Memória. Inicialmente um projeto da Agenda Social Rio, acabou por constituir-se numa das bases da proposta de criação de um centro de memória da Grande Tijuca. No caso do Condutores(as) de Memória, a idéia concebida ainda em 1999 por três educadoras comunitárias, moradoras do Borel e da Casa Branca, ganhou corpo e se expandiu para além dos limites de suas próprias comunidades e da Grande Tijuca, contribuindo para a reconstrução das representações sobre as favelas e da identidade de sua população. Por meio do resgate da memória coletiva desses espaços urbanos, as pessoas que neles moram refazem sua própria trajetória, reelaboram sua experiência de vida e transformam a dura realidade na qual estão inseridas. É um pouco dessa história que acompanharemos agora. &nbsp;
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Edição atual tal como às 17h45min de 1 de agosto de 2020

Material publicado pelo IBASE e inserido na plataforma pela equipe do Dicionário de Favelas


Sobre o livro

Este trabalho apresenta alguns dos resultados de uma experiência inovadora e bem-sucedida. Trata-se do projeto Condutores(as) de Memória, implementado e desenvolvido pela Agenda Social Rio na Grande Tijuca, região da cidade do Rio de Janeiro. De algum modo, a história do projeto se confunde com a história da própria Agenda Social. Portanto, é necessário o resgate dessa origem comum.

Tudo começou em 1996, por iniciativa do sociólogo Herbet de Souza, o Betinho, por ocasião da candidatura da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2004. Originalmente idealizada como um amplo movimento social, a proposta da Agenda Social visava o estabelecimento de um compromisso entre diversos setores da sociedade civil e do estado do Rio de Janeiro na construção de uma cidade mais solidária e democrática, para, desse modo, melhorar a qualidade de vida. A partir dessa iniciativa, a idéia ganhou força própria e, embora a candidatura do Rio de Janeiro tenha sido eliminada, a articulação em torno das metas iniciais definidas pela Agenda Social se consolidou. Para sua realização, era preciso escolher uma área da cidade onde algumas ações pudessem ser desenvolvidas inicialmente. Por concentrar um grande número de favelas, além da marcada identidade que a caracteriza no espaço urbano do Rio de Janeiro, a área escolhida foi a região da Grande Tijuca, na Zona Norte da cidade, que reúne os bairros do Alto da Boa Vista, Andaraí, Vila Isabel, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira e Tijuca. Esse conjunto de bairros corresponde às VIII e IX Regiões Administrativas do Rio de Janeiro, totalizando 366.567 mil habitantes. Desse total, aproximadamente 13% moram nas 29 favelas existentes na região (Santos; Leite; Franca, 2003, p. 4).

Atuando por meio da mobilização da população local, a Agenda Social Rio acabou por reunir representantes dos bairros e das comunidades da região, grupos culturais e de jovens, representantes de religiões, escolas públicas e privadas, empresas e diversas instituições governamentais, todos e todas empenhados na proposição e implementação de políticas públicas mais inclusivas, que reduzissem as desigualdades sociais. Tal objetivo passava necessariamente pela questão da urbanização das favelas e sua integração ao espaço da cidade, que se tornou, então, o foco principal das ações implementadas pela Agenda Social Rio. Pelo fortalecimento da organização da população local e de sua capacidade de associação, iniciou-se um importante processo de negociação e diálogo a respeito da gestão do espaço socioambiental e, sobretudo, da prática da cidadania e da reconstrução de identidades sociais.

Nesse contexto de ação política, surgiu o projeto Condutores(as) de Memória. Inicialmente um projeto da Agenda Social Rio, acabou por constituir-se numa das bases da proposta de criação de um centro de memória da Grande Tijuca. No caso do Condutores(as) de Memória, a idéia concebida ainda em 1999 por três educadoras comunitárias, moradoras do Borel e da Casa Branca, ganhou corpo e se expandiu para além dos limites de suas próprias comunidades e da Grande Tijuca, contribuindo para a reconstrução das representações sobre as favelas e da identidade de sua população. Por meio do resgate da memória coletiva desses espaços urbanos, as pessoas que neles moram refazem sua própria trajetória, reelaboram sua experiência de vida e transformam a dura realidade na qual estão inseridas. É um pouco dessa história que acompanharemos agora.  

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