Mudanças entre as edições de "Praia do Pinto"

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No passado, havia um conjunto de favelas às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. A maior delas era a chamada Praia do Pinto, no Leblon, uma favela horizontal que teve suas origens provavelmente nos anos 1930, com o início da construção do canal do Jardim de Alá e a valorização imobiliária da região, o que aumentou a oferta de empregos na construção civil e na área de serviços. Seus primeiros moradores eram principalmente imigrantes nordestinos que procuravam trabalho ou já eram empregados nos bairros próximos.
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Edição atual tal como às 08h20min de 1 de outubro de 2020

Informações retiradas da internet pela equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco.

Sobre a favela

favela da Praia do Pinto foi uma favela que existiu nos bairros de Leblon e Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, até 1969.

História

Favela da Praia do Pinto – Acervo Biblioteca Nacional..jpg

No passado, havia um conjunto de favelas às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. A maior delas era a chamada Praia do Pinto, no Leblon, uma favela horizontal que teve suas origens provavelmente nos anos 1930, com o início da construção do canal do Jardim de Alá e a valorização imobiliária da região, o que aumentou a oferta de empregos na construção civil e na área de serviços. Seus primeiros moradores eram principalmente imigrantes nordestinos que procuravam trabalho ou já eram empregados nos bairros próximos.

Mas foi a própria valorização imobiliária, tornada especulação, um dos fatores decisivos para a enorme pressão que culminou na radical política de remoção de favelas empreendida durante os governos de Carlos Lacerda e Negrão de Lima, nos anos 1960. Por meio de uma operação tão gigantesca quanto brutal, o poder público tentou remover ao máximo as favelas da Zona Sul e da região central, transferindo seus moradores para conjuntos habitacionais longínquos e de infraestrutura precária.

Incêndio e remoção

Localizada em uma das áreas mais valorizadas da cidade, a favela se tornou alvo prioritário da campanha de erradicar de favelas que era movida então pelo governo militar e pelo governo do estado da Guanabara. Na madrugada de 11 de maio de 1969, enquanto se realizavam os preparativos para a remoção dos moradores para outros bairros, ocorreu um incêndio, cujas causas nunca foram esclarecidas, que destruiu mil barracos e deixou mais de 9 000 pessoas desabrigadas (na época, a favela abrigava 15 000 habitantes). O fato provocou grande tensão no período, com resistência de moradores e prisão de líderes comunitários, acelerando os trabalhos de remoção da população para conjuntos habitacionais em Cordovil, Cidade de Deus, Cruzada São Sebastião e para abrigos da Fundação Leão XIII.

“Teria o incêndio sido proposital? Na opinião dos moradores entrevistados na pesquisa, isto surge de maneira praticamente unânime. De qualquer maneira, o próprio Governo da Guanabara admite que serviu aos propósitos remocionistas, tendo sido um "problema imprevisto e grave, mas sem alterar os planos originais, promoveu o Governo apenas a aceleração da mudança.".

Jornais

Os jornais da época, como o Jornal do Brasil(abaixo), noticiaram o incêndio e a remoção da favela da Praia do Pinto:

Jornal do Brasil, 1969, Incêndio..png
Jornal do Brasil, 1969..png

Vídeo sobre remoção

Programa sobre a Remoção da Favela da Praia do Pinto, que completou 40 anos em 2009, assista abaixo:

Fotos

Foto Favela da Praia do Pinto – Acervo Biblioteca Nacional.jpg
Barraco da favela..jpg
Em março de 1969, o jornal Última Hora já noticiava o despejo da Favela da Praia do Pinto, que pegaria fogo dois meses mais tarde abrindo espaço para a especulação imobiliária..jpeg
Demolição em 69..jpg

Referências

Cronologia do Pensamento Urbano: Incêndio e remoção da favela da Praia do Pinto.

Fotos do Rio Antigo: Demolição da favela da Praia do Pinto.

Hemerotéca Digital Brasileira: Jornal do Brasil, 1969.

Rio Memórias: Praia do Pinto.

Wikipéia: Favela da Praia do Pinto.