Vila Kennedy (bairro): mudanças entre as edições

Por equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco
m (Gabriel moveu Vila Kennedy para Vila Kennedy (bairro) sem deixar um redirecionamento)
Sem resumo de edição
Linha 1: Linha 1:


<span style="font-family:">Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</span>
= <span style="font-family:">Sobre o bairro</span> =
 
'''Vila Kennedy'''&nbsp;é um&nbsp;bairro&nbsp;da&nbsp;Zona Oeste&nbsp;da Cidade do&nbsp;Rio de Janeiro. É constituído pela&nbsp;favela&nbsp;de Vila Kennedy, e por um grande&nbsp;conjunto habitacional. Localiza-se às margens da&nbsp;Avenida Brasil. As suas ruas têm nomes de países&nbsp;africanos,&nbsp;asiáticos&nbsp;e de&nbsp;músicos. Antes de ser um bairro oficial, era um sub-bairro pertencente a&nbsp;Bangu. Em&nbsp;julho&nbsp;de&nbsp;2017&nbsp;foi sancionada a lei que o oficializa como bairro.


= <span style="font-family:">História</span> =
= <span style="font-family:">História</span> =
<p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">A área onde foi construída a Vila Kennedy era rural, à margem da Avenida Brasil, no trecho antigamente denominado avenida das Bandeiras. Era uma localidade muito distante do Centro da cidade, o que dificultou muito a vida das pessoas que vieram morar no bairro. A verba usada para erguer as casas populares da Vila Kennedy veio da Aliança para o Progresso, programa criado pelo então presidente americano John Kennedy. Daí o nome da vila, que, a princípio, se chamaria Vila Progresso e que acabou por receber seu nome atual como forma de homenagear o presidente Kennedy, falecido em 1963, menos de dois meses antes da inauguração da vila. No dia 20 de janeiro de 1964, dia de são Sebastião, foi inaugurada a Vila Kennedy pelo governador do estado Carlos Lacerda. Foram construídas 5 054 unidades habitacionais.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Inicialmente, a Vila Kennedy recebeu os moradores que foram desalojados da favela do Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo, além dos moradores que foram desalojados da favela da praia do Pinto, no Leblon/Lagoa, e da favela Maria Angu, na Penha/Ramos. E, por conta de reintegração de posse de terreno, também foram removidos para a Vila Kennedy, a partir de julho de 1965, os moradores que foram desalojados da extinta Favela do Esqueleto, onde, posteriormente, viria a ser erguida a Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no bairro do Maracanã.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">No fim da década de 1960, um embaixador estadunidense doou, ao bairro, uma réplica da Estátua da Liberdade, produzida com zinco pelo criador da estátua original em Nova Iorque, o escultor alsaciano Fédéric Auguste Bartholdi.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Foi transformado oficialmente em bairro por lei municipal publicada em 14 de julho de 2017, passando a integrar a 17ª região administrativa do município.</span></span></p>  
<p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">A área onde foi construída a Vila Kennedy era rural, à margem da Avenida Brasil, no trecho antigamente denominado avenida das Bandeiras. Era uma localidade muito distante do Centro da cidade, o que dificultou muito a vida das pessoas que vieram morar no bairro. A verba usada para erguer as casas populares da Vila Kennedy veio da Aliança para o Progresso, programa criado pelo então presidente americano John Kennedy. Daí o nome da vila, que, a princípio, se chamaria Vila Progresso e que acabou por receber seu nome atual como forma de homenagear o presidente Kennedy, falecido em 1963, menos de dois meses antes da inauguração da vila. No dia 20 de janeiro de 1964, dia de são Sebastião, foi inaugurada a Vila Kennedy pelo governador do estado Carlos Lacerda. Foram construídas 5 054 unidades habitacionais.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Inicialmente, a Vila Kennedy recebeu os moradores que foram desalojados da favela do Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo, além dos moradores que foram desalojados da favela da praia do Pinto, no Leblon/Lagoa, e da favela Maria Angu, na Penha/Ramos. E, por conta de reintegração de posse de terreno, também foram removidos para a Vila Kennedy, a partir de julho de 1965, os moradores que foram desalojados da extinta Favela do Esqueleto, onde, posteriormente, viria a ser erguida a Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no bairro do Maracanã.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">No fim da década de 1960, um embaixador estadunidense doou, ao bairro, uma réplica da Estátua da Liberdade, produzida com zinco pelo criador da estátua original em Nova Iorque, o escultor alsaciano Fédéric Auguste Bartholdi.</span></span></p> <p class="Standard" style="text-align:justify"><span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Foi transformado oficialmente em bairro por lei municipal publicada em 14 de julho de 2017, passando a integrar a 17ª região administrativa do município.</span></span></p>  
= Referências =
= <span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Cultura</span></span> =
 
== <span style="text-justify:inter-ideograph"><span style="font-family:">Teatro Mário Lago</span></span> ==
 
&nbsp;
 
O Teatro Mário Lago oferece uma programação intimamente ligada à comunidade, privilegiando a manutenção de cursos e oficinas, shows de música e espetáculos teatrais. Atualmente, a maioria dos espetáculos tem um valor simbólico, entre R$ 10 e R$ 15, o que costuma lotar os 310 lugares do espaço.
 
Durante a década de 80, o espaço conviveu com programações intensas e lotação esgotada – o teatro de revista foi o gênero mais encenado. Artistas consagrados como Sérgio Britto, Blecaute e Zezé Motta já se apresentaram no palco do Mário Lago. O diretor Luiz Antônio Pilar e o vocalista da Banda Brasil, Nelson Kaê, iniciaram nele suas trajetórias profissionais.
 
Grupos locais encenaram textos de grandes autores como Martins Penna, Bertold Brecht, Maria Clara Machado, Chico Buarque e Ruy Guerra. Em sua inauguração como espaço cênico em 1979, foi montado o espetáculo “A Prima Dona”, de José Maria Monteiro.
 
== Curta Vila Kennedy ==
 
O "Curta Vila Kennedy" é um festival de curta-metragens que visa promover a cultura audiovisual dos moradores da Vila Kennedy, bem como integrar e fomentar a troca de experiências com moradores de outras comunidades periféricas.
 
A ideia surgiu a partir de um&nbsp;coletivo de cinco amigos moradores e ex-moradores da Vila Kennedy. Érica, Luana, Guilherme, Débora, Isabel e Isabelle estudavam no mesmo colégio na adolescência. A amizade que cultivaram ao longo dos anos possibilitou que, juntos, criassem um festival de filmes para as pessoas do bairro em que cresceram, onde até hoje não há sequer uma sala de cinema.
 
'''Assista o vídeo sobre o projeto:'''


#&nbsp;<cite>[http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/apos-53-anos-vila-kennedy-vira-oficialmente-um-bairro-do-rio.ghtml «Após 53 anos, Vila Kennedy vira oficialmente um bairro do Rio»].&nbsp;''G1''</cite>
{{#evu:https://www.youtube.com/watch?v=RYcd9t9M87E&}}
#[https://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Kennedy#cite_ref-2 ↑]&nbsp;<cite>Raimundo Ferreira, para Vila Kennedy On-Line.&nbsp;[http://www.vilakennedyonline.hpg.ig.com.br/vk_historia.htm «História do bairro»]. Consultado em 31 de janeiro de 2009</cite>
#[https://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Kennedy#cite_ref-3 ↑]&nbsp;<cite>[http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-17/estatua-da-liberdade-de-volta-a-vila-kennedy.html «Estátua da Liberdade&nbsp;de volta à Vila Kennedy - Rio - O Dia»].&nbsp;''O Dia''</cite>


= Referências =
FUNARJ: [http://www.funarj.rj.gov.br/espaco/teatro-mario-lago/ Teatro Mário Lago].
&nbsp;
&nbsp;


[[Category:Vila Kennedy]][[Category:Temática - Favelas e Periferias]]
[[Category:Vila Kennedy]] [[Category:Temática - Favelas e Periferias]]

Edição das 10h47min de 30 de setembro de 2020

Sobre o bairro

Vila Kennedy é um bairro da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. É constituído pela favela de Vila Kennedy, e por um grande conjunto habitacional. Localiza-se às margens da Avenida Brasil. As suas ruas têm nomes de países africanos, asiáticos e de músicos. Antes de ser um bairro oficial, era um sub-bairro pertencente a Bangu. Em julho de 2017 foi sancionada a lei que o oficializa como bairro.

História

A área onde foi construída a Vila Kennedy era rural, à margem da Avenida Brasil, no trecho antigamente denominado avenida das Bandeiras. Era uma localidade muito distante do Centro da cidade, o que dificultou muito a vida das pessoas que vieram morar no bairro. A verba usada para erguer as casas populares da Vila Kennedy veio da Aliança para o Progresso, programa criado pelo então presidente americano John Kennedy. Daí o nome da vila, que, a princípio, se chamaria Vila Progresso e que acabou por receber seu nome atual como forma de homenagear o presidente Kennedy, falecido em 1963, menos de dois meses antes da inauguração da vila. No dia 20 de janeiro de 1964, dia de são Sebastião, foi inaugurada a Vila Kennedy pelo governador do estado Carlos Lacerda. Foram construídas 5 054 unidades habitacionais.

Inicialmente, a Vila Kennedy recebeu os moradores que foram desalojados da favela do Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo, além dos moradores que foram desalojados da favela da praia do Pinto, no Leblon/Lagoa, e da favela Maria Angu, na Penha/Ramos. E, por conta de reintegração de posse de terreno, também foram removidos para a Vila Kennedy, a partir de julho de 1965, os moradores que foram desalojados da extinta Favela do Esqueleto, onde, posteriormente, viria a ser erguida a Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no bairro do Maracanã.

No fim da década de 1960, um embaixador estadunidense doou, ao bairro, uma réplica da Estátua da Liberdade, produzida com zinco pelo criador da estátua original em Nova Iorque, o escultor alsaciano Fédéric Auguste Bartholdi.

Foi transformado oficialmente em bairro por lei municipal publicada em 14 de julho de 2017, passando a integrar a 17ª região administrativa do município.

Cultura

Teatro Mário Lago

 

O Teatro Mário Lago oferece uma programação intimamente ligada à comunidade, privilegiando a manutenção de cursos e oficinas, shows de música e espetáculos teatrais. Atualmente, a maioria dos espetáculos tem um valor simbólico, entre R$ 10 e R$ 15, o que costuma lotar os 310 lugares do espaço.

Durante a década de 80, o espaço conviveu com programações intensas e lotação esgotada – o teatro de revista foi o gênero mais encenado. Artistas consagrados como Sérgio Britto, Blecaute e Zezé Motta já se apresentaram no palco do Mário Lago. O diretor Luiz Antônio Pilar e o vocalista da Banda Brasil, Nelson Kaê, iniciaram nele suas trajetórias profissionais.

Grupos locais encenaram textos de grandes autores como Martins Penna, Bertold Brecht, Maria Clara Machado, Chico Buarque e Ruy Guerra. Em sua inauguração como espaço cênico em 1979, foi montado o espetáculo “A Prima Dona”, de José Maria Monteiro.

Curta Vila Kennedy

O "Curta Vila Kennedy" é um festival de curta-metragens que visa promover a cultura audiovisual dos moradores da Vila Kennedy, bem como integrar e fomentar a troca de experiências com moradores de outras comunidades periféricas.

A ideia surgiu a partir de um coletivo de cinco amigos moradores e ex-moradores da Vila Kennedy. Érica, Luana, Guilherme, Débora, Isabel e Isabelle estudavam no mesmo colégio na adolescência. A amizade que cultivaram ao longo dos anos possibilitou que, juntos, criassem um festival de filmes para as pessoas do bairro em que cresceram, onde até hoje não há sequer uma sala de cinema.

Assista o vídeo sobre o projeto:

Referências

FUNARJ: Teatro Mário Lago.