Amarelinho
Amarelinho, oficialmente o Conjunto Residencial Areal, é uma favela da cidade do Rio de Janeiro, situada às margens da Avenida Brasil (então "Avenida das Bandeiras"), no bairro de Acari, próximo a Coelho Neto e Irajá[1].
O nome popular de Amarelinho deve-se à cor amarela predominante da fachada dos prédios. No Amarelinho encontra-se a escola de samba Corações Unidos do Amarelinho.
Autoria: Equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco a partir de outras fontes.
História[editar | editar código-fonte]
O Conjunto Areal foi construído pelo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), nas margens da Avenida Brasil e pretendia entregar 600 apartamentos divididos em 20 blocos bem estruturados. Ainda na década de 1950, o Conjunto do Amarelinho - como ficaria conhecido mais tarde- teve sua obra embargada pela prefeitura do Distrito Federal por apresentar riscos aos moradores do instituto[2].
Os apartamentos foram habitados aos poucos por famílias que aceitaram viver com os riscos e a falta de água. O local foi fruto do descaso público, que não se comprometeu em dar o suporte necessário aos moradores, que conviviam com a insegurança estrutural além da falta de escolas públicas e postos de saúde na região.
Para a construção do CEASA, centenas de famílias carentes que viviam principalmente da agricultura no terreno, tiveram suas residências desapropriadas pelo governo, obrigando as que não receberam moradia em Bangu a tomarem conta dos terrenos arenosos em torno do Conjunto do Amarelinho, dando origem ao atual Complexo de Acari.
Reforma em 2011[editar | editar código-fonte]
Em 2011, o Conjunto Habitacional que à época possuía cerca de 3 mil moradores passou por obras de restauração pela primeira vez desde sua construção em 1950. A obra teve duração de oito meses e o investimento foi de R$ 2,4 milhões pela prefeitura do Rio de Janeiro, fazendo parte do programa Conjunto Maravilha, que prevê a reforma de conjuntos habitacionais.
A obra incluiu a reforma estrutural dos 20 blocos, com 30 apartamentos cada, distribuídos em cinco pavimentos. Houve também reparo dos telhados com troca de telhas, impermeabilização dos reservatórios de água e cisternas, restauração de áreas com ferragens expostas, além de pintura geral das fachadas na cor original, que inspirou o nome do conjunto.
Corações Unidos do Amarelinho[editar | editar código-fonte]
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Corações Unidos do Amarelinho é uma escola de samba local fundada a 18 de janeiro de 1995. Foi criada como bloco de enredo e já chegou a terceira divisão do carnaval carioca em 2009, onde desfilou na Marquês de Sapucaí com o enredo "O grito de amor e rebeldia de uma pátria livre", de autoria do carnavalesco Humberto Abrantes. Neste mesmo desfile terminou na 13ª colocação (última), sendo uma das três escolas rebaixadas para 2010[3].
Depois do carnaval 2015, fundiu-se com a vizinha Favo de Acari dando origem à Corações Unidos do Acari, tendo retornou as suas atividades em 2017, pois a Corações Unidos do Favo de Acari foi extinta após durar apenas um carnaval . Hoje, a Azul e Amarelo de Irajá volta a desfilar na passarela da Intendente Magalhães assim como a Verde, Rosa e Ouro de Acari, mas em 2018 novamente se fundiu dessa vez com a Acadêmicos do Jardim Bangu, para se originar a Corações Unidos do Jardim Bangu.
Funk[editar | editar código-fonte]
A favela do Amarelinho é citada no clássico funk "Iraja Amarelinho Pavuna". No vídeo abaixo, Sapão do Amarelinho conta a história da criação do "Bonde do Spring Love", citado no funk: