Vila Parque da Cidade

Por equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco
Informações retiradas da internet pela equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco.
Favela Vila Parque Cidade.jpg

História[editar | editar código-fonte]

A ocupação da região da favela Vila Parque Cidade tem seu início com o fim da escravatura no Brasil, e com a destruição da senzala que servia à casa da propriedade. Teve sua expansão de crescimento anos mais tarde durante o governo de Carlos Lacerda, entre 1960 e 1965, iniciando-se o processo de ocupação da Favela Vila Parque da Cidade, onde o governador então motivado por povoar o Parque da Cidade de beija-flores,o que não logrou sucesso. Persistindo, o governador, no seu desejo, resolveu apresentar uma proposta que consistia em oferecer casa e emprego, dentro do Parque, para os funcionários tendo em vista a construção de um viveiro destinado aos beija-flores que seria acompanhado por pessoas especializadas para a reprodução dos pássaros. Assim a primeira família veio da Colônia Italiana de Santa Teresa, Espírito Santo para o Rio de Janeiro para residir na parte superior do “casarão” que fora destinado aos escravos durante o ciclo do café.

As famílias Pasolini e Angeli iniciaram o projeto de construção do viveiro, que motivou a solicitação do governador para o envio de outras famílias para o trabalho na administração e conservação do Parque, promovendo gradativamente a vinda de mais sete famílias da mesma colônia italiana e alguns portugueses que tornou o casarão pequeno para tantas pessoas, provocando a saída de alguns moradores do casarão para residir em casas construídas no interior do parque e outras construídas na Estrada Santa Marinha, rua que dá acesso ao Parque, iniciando o processo de ocupação da atual Favela Vila Parque da Cidade que foi intensificando pela ordem de despejo das famílias que ainda residiam no “casarão” emitida pela Defesa Civil, nos anos seguintes.

Atualmente, a Favela Vila Parque da Cidade, segundo dados censitários de 2010, possui 623 domicílios e conta com uma população superior a 1.924 habitantes, encontra-se em uma Área de Especial Interesse Social, AEIS instituída pela lei nº 2817 de 23 de junho de 1999 e outras legislações urbanísticas são inexistentes nesta comunidade e passou por um processo de urbanização através do programa Bairrinho, para Assentamentos Parcialmente Urbanizados.

Associação de Moradores do Parque da Cidade[editar | editar código-fonte]

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A Vila Parque da Cidade conta com uma Associação de Moradores que busca  prover o desenvolvimento social, cultural, ambiental e educacional em beneficio da comunidade. Defende o direito a moradia e lutar pelo aperfeiçoamento ou instalações de equipamentos urbanos para melhorar a qualidade de vida de seus moradores em geral, oferecendo gratuitamente benefícios alcançados junto aos Órgãos Municipais, Estaduais, Federais e as iniciativas privadas.

"Visita" ao Parque da Cidade[editar | editar código-fonte]

18 anos após o documentário Santo Forte de Eduardo Coutinho, uma equipe de filmagem sobe o morro Vila Parque da Cidade na Gávea-RJ para visitar personagens do filme que ainda vivem no morro e moradores que já viviam no morro na época das gravações do Filme . Na visita, conversam sobre a participação de cada um no longa metragem e sobre a vida no morro ontem e hoje.

Arraiá da comunidade[editar | editar código-fonte]

Grande arraial da comunidade Vila Parque da Cidade, edição de 2018. Com a presença de moradores, amigos e familiares. Neste ano a atração contou com a participação do Grupo Pesgando Fogo. Muita dança, comidas e bebidas típicas dessa festa maravilhosa!

Enfrentamento à COVID 19[editar | editar código-fonte]

Sanitização[editar | editar código-fonte]

A CEDAE com a Equipe Truly Nolen, Associação de Moradores do Parque da Cidade e apoio do Morador Luiz Henrique, fizeram a Sanitização nossa Comunidade, nos becos, vielas e escadarias para reforçar o combate à COVID-19.

Sanitização da Vila Parque da Cidade 1.jpg
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Doações[editar | editar código-fonte]

A comunidade com a ajuda de moradores, projetos sociais e empreendimentos locais arrecadaram doações de alimentos, produtos de limpeza e higiene para distribuir aos moradores.

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Doação de produtos de limpeza.jpg
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Saúde mental[editar | editar código-fonte]

Psicólogos e psicólogas formaram uma rede para oferecer atendimento psicológico gratuito aos moradores durante a pandemia.

Saúde mental..jpg

Referências[editar | editar código-fonte]

Página da Associação de Moradores do Parque da Cidade

Quem é o dono da floresta? Ana Caroline da Silva Vieira.  

http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2014/relatorios_pdf/ccs/SER/SER-Ana%20Caroline%20da%20Silva%20Vieira.pdf