Conexões Periféricas

De Dicionário de Favelas Marielle Franco

Comunicação comunitária em Rio das Pedras: Conexões Periféricas

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Divulgação


Por Fabiana Batista | NPC


Em 2013, no turbilhão das manifestações, muitos coletivos de jovens se formaram nos bairros e favelas do Rio de Janeiro, um deles é o “Conexões Periféricas”. Formado por Douglas Heliodoro, Fernando Barros, Jéssica Gomes, Gabriela Rocha, Cássia Moura, Rafael Brito, Cássio Vinícius, Jean Dantas, Taís Sales e Paula Barbosa, todos jovens de Rio das Pedras, a organização começou no grupo “Ativismo em Rio das Pedras”, do Facebook, e as principais discussões eram sobre política, sociedade e divulgação de atividades e formações políticas.


Com encontros para conversar sobre as dificuldades do bairro e como resolvê-los, a disposição de quererem realizar ações dentro de Rio das Pedras só aumentava e em parceria com a ONG Semeando Amor, que cedeu um espaço, os jovens criaram oficinas de arte e cultura e promover cineclubes, o “Projetação”, tudo para crianças, adolescentes e jovens da comunidade. Para eles, esta era uma oportunidade de garantir formação política e propor um novo horizonte de participação social no território e, assim, estimular a juventude a criar seus próprios espaços de luta. O grafite, teatro e audiovisual também são elementos utilizados como transformação social.


Com a chegada da pandemia da Covid-19, assim como outras organizações, o Conexões precisou se reinventar no ambiente virtual e acertaram em cheio quando passaram a movimentar a página “Conexões Periféricas -RP”, no Facebook. Além de postagens com informações e recomendações sobre o coronavírus, os jovens criaram um programa semanal, também transmitido no Youtube, que convida lideranças sindicais e movimentos sociais para um bate papo diverso sobre o mundo do trabalho e do local de moradia deste trabalhador.


Começou com temas voltados ao impacto do Coronavírus nas favelas, mas se expandiu e transformou-se em séries variadas com temas diversos. A primeira série aborda direitos sociais nas favelas para discutir moradia, saúde, saneamento básico, trabalho; Eleições, que buscou trazer informações sobre as urnas eletrônicas, impactos das fake news, mulher nas eleições; Sindicalismo nas favelas com o intuito de aproximar os sindicatos das favelas; “Nossas Raízes: colhendo memórias” que quer resgatar memórias de favelados e suas lutas.


Seu principal aliado nessas atividades virtuais é o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), núcleo de comunicação fundamental no debate da democratização da comunicação em favelas, periferia e territórios no Brasil.