Itamar Silva (entrevista): mudanças entre as edições

Por equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco
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Edição das 20h28min de 30 de dezembro de 2023

Itamar Silva, líder comunitário no Santa Marta desde a década de 80, discute o impacto da pandemia, destacando a hipocrisia social em relação às favelas. Ele aborda a história da urbanização no Rio, originada por remoções nas décadas de 1960 e 1970, que deslocaram trabalhadores para áreas distantes do centro da cidade. Itamar enfatiza a necessidade de enfrentar o racismo e discute o legado dessa discussão na sociedade contemporânea em uma entrevista de 30 minutos que oferece uma reflexão sobre civilidade.

Autora: Tatynne Lauria.

Sobre

A revolução está acontecendo!
Conversar com Itamar Silva é sempre uma aula ou uma conversa que poderia durar horas e mais horas, um conteúdo necessário para repensarmos nosso lugar como cidadãos hoje. Conheci Itamar na comunidade do Santa Marta a 10 anos atrás. Sempre muito gentil, me permitiu estar por perto e ser parceira em algumas ações do Grupo Eco ao longo desses anos. O Grupo Eco nasce no final de 1976 como um grupo comunitário e em 1981 se tornam a chapa vencedora que vai atuar na liderança da associação de moradores na comunidade. Desde muito cedo a liderança e a militância estão presentes na sua história. A pandemia chegou e com isso um certo incomodo “Me incomoda uma frase que se repete, conta Itamar: A pandemia escancarou a realidade das favelas. Uma hipocrisia de uma sociedade que não quer enxergar a realidade", pondera.   

E sim, lá na década de 80 já se anunciava que 1/3 da população carioca vivia em favelas. Dentro do processo de remoções que foi muito forte na cidade entre 1965 e 1973, muitas famílias foram deslocadas para uma zona oeste onde não existia nada. Essa massa de trabalhadores, enfrentava com dificuldade o transporte, a educação, a saúde, a dificuldade de terem sido deslocadas para longe do centro da cidade onde trabalhavam nas construções e nas casas de família. Assim se constrói a história da urbanização no Rio.  

O enfrentamento do racismo, todo esse discurso incomodo sobre a “branquitude”, é necessário para nós entendermos que não haverá mais retrocesso. “Não dá mais para falar da gente sem nos incluir! ”, diz Itamar. Mas qual é o verdadeiro legado dessa discussão na sociedade hoje? O que de fato estamos avistando como mudança? Tudo isso falamos em 30 minutos de bate papo, venham aproveitar esta aula de civilidade.

Entrevista

Um projeto idealizado por Tatynne Lauria, Amaury Sousa e Raphael Andreozzi. Fotografia: Tatynne Lauria Ass. de direção Amaury Sousa Vídeo e edição Raphael Andreozzi.

Ver também