Prevenção à violência armada em Manguinhos (cartilha): mudanças entre as edições

Por equipe do Dicionário de Favelas Marielle Franco
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A Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos, lançada em 2019, aborda temas de saúde e segurança pública, fornecendo informações sobre proteção social, prevenção e tratamento de saúde mental, além de destacar o impacto da violência na saúde dos moradores de [[Favela de Manguinhos|Manguinhos]], [[Complexo da Maré|Maré]] e [[Jacarezinho, Rio de Janeiro|Jacarezinho]]. O material é direcionado tanto a moradores quanto a agentes de segurança pública.
Autoria: Fundação Oswaldo Cruz


[[File:Cartilha Fiocruz.jpg|frame|right|x700px|Imagem da capa da cartilha]]
== Introdução ==
<p dir="ltr" style="text-align:justify; margin-top:0pt; margin-bottom:0pt"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:11pt"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos é um material lançado em novembro de 2019 a partir de uma parceria entre instituições de pesquisa e movimentos sociais no Rio de Janeiro. O material inédito aproxima os temas de saúde e segurança pública e reúne informações sobre a rede de proteção social a vítimas de violência, medidas preventivas e de tratamento à saúde mental, além de indicadores do impacto na saúde dos moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho.</span></span></span></span></span></span><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:11pt"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">O livreto, que possui cerca de 50 páginas, foi feito em formato de bolso e é direcionado tanto a moradores de Manguinhos quanto aos agentes de segurança pública – dois dos principais grupos afetados em sua saúde, segundos os organizadores. A iniciativa é da Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz em parceria com o Centro Latino Americano de Estudos sobre Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Claves/Ensp/Fiocruz).</span></span></span></span></span></span></span></p>


= Introdução =
<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A rotina escolar de territórios marcados pela violência também é impactada e os resultados estão disponíveis no dicionário: baixa frequência dos estudantes, dificuldades de concentração nas aulas, adoecimento psíquico de alunos e trabalhadores são alguns dos aspectos destacados por Michelle Oliveira, educadora da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos). O EJA atende aproximadamente 200 estudantes, sendo a maioria deles moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho, atualmente em funcionamento na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e na RedeCCAP, organização comunitária da favela de Vila Turismo.</span></span></span></span></span></span></span></span>[[File:Cartilha Fiocruz.jpg|frame|Imagem da capa da cartilha|alt=|centro]]&nbsp;
<p dir="ltr" style="text-align:justify; margin-top:0pt; margin-bottom:0pt"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:11pt"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#434343"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos é um material lançado em novembro de 2019 a partir de uma parceria entre instituições de pesquisa e movimentos sociais no Rio de Janeiro. O material inédito aproxima os temas de saúde e segurança pública e reúne informações sobre a rede de proteção social a vítimas de violência, medidas preventivas e de tratamento à saúde mental, além de indicadores do impacto na saúde dos moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho.</span></span></span></span></span></span></span></span><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:11pt"><span style="font-family:Calibri, sans-serif"><span style="color:#434343"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">O livreto, que possui cerca de 50 páginas, foi feito em formato de bolso e é direcionado tanto a moradores de Manguinhos quanto aos agentes de segurança pública – dois dos principais grupos afetados em sua saúde, segundos os organizadores. A iniciativa é da Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz em parceria com o Centro Latino Americano de Estudos sobre Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Claves/Ensp/Fiocruz).</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="font-family:"><span style="color:#666666"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A rotina escolar de territórios marcados pela violência também é impactada e os resultados estão disponíveis no dicionário: baixa frequência dos estudantes, dificuldades de concentração nas aulas, adoecimento psíquico de alunos e trabalhadores são alguns dos aspectos destacados por Michelle Oliveira, educadora da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos). O EJA atende aproximadamente 200 estudantes, sendo a maioria deles moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho, atualmente em funcionamento na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e na RedeCCAP, organização comunitária da favela de Vila Turismo.</span></span></span></span></span></span></span></span></span>


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== Resultados Preliminares da Pesquisa ==
<p dir="ltr" style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">Um dos pontos fundamentais da cartilha como estudo está em registrar as consequências psíquicas de agentes de segurança e de moradores das favelas de Manguinhos. De acordo com pesquisa divulgada no informativo, o sofrimento psíquico é algo recorrente entre moradores e moradoras entrevistados: 80% responderam que a violência com uso de armas de fogo afeta a saúde deles, da família deles ou pessoas próximas. Técnicos da Fiocruz reuniram relatos de moradores das favelas de Manguinhos, Maré e Jacarezinho sobre o impacto da violência na saúde e rotina.</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">E em relação aos policiais, a cartilha traz dados da Comissão de Análise da Vitimização Policial da Polícia Militar mostrando que, diariamente, três a quatro PMs são afastados com diagnósticos psiquiátricos na corporação. O documento registra que, segundo levantamento referente a 2018, quase metade dos 1.320 militares licenciados por problemas de saúde foi afastada por reações ao estresse grave (567).</span></span></span></span></span></span></span></span></p>


= Resultados Preliminares da Pesquisa =
<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A cartilha também tem um capítulo dedicado ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático, elaborado pela pesquisadora Fernanda Serpeloni, do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz (Claves/Ensp). Ao tratar do tema, o informativo define e esclarece o que é o transtorno, bem como trata das consequências e busca de possíveis tratamentos. Inclusive, consta no material informações sobre projeto para pessoas que desenvolveram o transtorno, que podem entrar em contato com funcionários da Fiocruz pelo telefone (21) 99555-5590 ou o email projeto_net@fiocruz.br.</span></span></span></span></span></span></span> &nbsp;</span>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="font-family:"><span style="color:#666666"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">Um dos pontos fundamentais da cartilha como estudo está em registrar as consequências psíquicas de agentes de segurança e de moradores das favelas de Manguinhos. De acordo com pesquisa divulgada no informativo, o sofrimento psíquico é algo recorrente entre moradores e moradoras entrevistados: 80% responderam que a violência com uso de armas de fogo afeta a saúde deles, da família deles ou pessoas próximas. Técnicos da Fiocruz reuniram relatos de moradores das favelas de Manguinhos, Maré e Jacarezinho sobre o impacto da violência na saúde e rotina.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p> <p dir="ltr" style="text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="font-family:"><span style="color:#666666"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">E em relação aos policiais, a cartilha traz dados da Comissão de Análise da Vitimização Policial da Polícia Militar mostrando que, diariamente, três a quatro PMs são afastados com diagnósticos psiquiátricos na corporação. O documento registra que, segundo levantamento referente a 2018, quase metade dos 1.320 militares licenciados por problemas de saúde foi afastada por reações ao estresse grave (567).</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="font-family:"><span style="color:#666666"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">A cartilha também tem um capítulo dedicado ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático, elaborado pela pesquisadora Fernanda Serpeloni, do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz (Claves/Ensp). Ao tratar do tema, o informativo define e esclarece o que é o transtorno, bem como trata das consequências e busca de possíveis tratamentos. Inclusive, consta no material informações sobre projeto para pessoas que desenvolveram o transtorno, que podem entrar em contato com funcionários da Fiocruz pelo telefone (21) 99555-5590 ou o email projeto_net@fiocruz.br.</span></span></span></span></span></span></span></span></span> &nbsp;


= <span style="text-align: justify;">Lançamento da Campanha de Prevenção</span> =
==<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="text-align: justify;">Lançamento da Campanha de Prevenção</span></span>==


<span style="white-space: pre-wrap; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 10.5pt; text-align: justify;">Apesar do livro ter sido lançado previamente na comunidade, o lançamento oficial da campanha foi no dia 11 de dezembro de 2019, às 15h, na sede do projeto Ballet Manguinhos, localizada no território de mesmo nome e será realiza junto ao Conselho Comunitário de Manguinhos e ao Conselho de Segurança Pública local. Na ocasião, foram convocados organizações comunitárias, lideranças e coletivos envolvidos com o debate sobre violência armada no território. Foi feita a parte inicial da distribuição dos 4 mil exemplares do informativo, como força de iniciar uma ampla campanha de pacto pela vida em Manguinhos, com a possibilidade de se expandir para outras comunidades cariocas.</span>
<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="white-space: pre-wrap; font-size: 10.5pt; text-align: justify;">Apesar do livro ter sido lançado previamente na comunidade, o lançamento oficial da campanha foi no dia 11 de dezembro de 2019, às 15h, na sede do projeto Ballet Manguinhos, localizada no território de mesmo nome e será realiza junto ao Conselho Comunitário de Manguinhos e ao Conselho de Segurança Pública local. Na ocasião, foram convocados organizações comunitárias, lideranças e coletivos envolvidos com o debate sobre violência armada no território. Foi feita a parte inicial da distribuição dos 4 mil exemplares do informativo, como força de iniciar uma ampla campanha de pacto pela vida em Manguinhos, com a possibilidade de se expandir para outras comunidades cariocas.</span></span>&nbsp;
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==<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Acesso à cartilha</span>==
= Acesso à cartilha =
<p dir="ltr" style="text-align:justify; margin-top:0pt; margin-bottom:0pt"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">Para acessar a cartilha na íntegra, [https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/documentos/cartilha_grafica_-_22-11-2019_para_impressao_alta_compressed.pdf clique aqui].</span></span></span></span></span></span></span></span>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="text-align:justify; margin-top:0pt; margin-bottom:0pt"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="font-family:"><span style="color:#666666"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">Para acessar a cartilha na íntegra, [https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/documentos/cartilha_grafica_-_22-11-2019_para_impressao_alta_compressed.pdf clique aqui].</span></span></span></span></span></span></span></span></span></p> <p dir="ltr" style="text-align:justify; margin-top:0pt; margin-bottom:0pt">&nbsp;</p>
==<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="background-color: rgb(255, 255, 255);"><span style="font-variant-numeric: normal;"><span style="font-variant-east-asian: normal;"><span style="vertical-align: baseline;"><span style="font-size: 26px;">Fontes</span></span></span></span></span></span></span>==
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*<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="background-color: rgb(255, 255, 255);"><span style="font-variant-numeric: normal;"><span style="font-variant-east-asian: normal;"><span style="vertical-align: baseline;"><span style="font-size: 10.5pt; white-space: pre-wrap;">Fiocruz: [https://portal.fiocruz.br/noticia/cartilha-de-prevencao-violencia-armada-tem-pre-lancamento-na-fiocruz Cartilha de prevenção à violência armada tem pré-lançamento na Fiocruz]</span></span></span></span></span></span></span>
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*<span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="line-height:1.3800000000000001"><span style="font-size:10.5pt"><span style="background-color:#ffffff"><span style="font-variant-numeric:normal"><span style="font-variant-east-asian:normal"><span style="vertical-align:baseline"><span style="white-space:pre-wrap">Globo.com: [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/11/25/fiocruz-lanca-cartilha-de-prevencao-a-violencia-armada-em-manguinhos.ghtml Fiocruz lança cartilha de prevenção à violência armada em Manguinhos]</span></span></span></span></span></span></span></span>&nbsp;


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== Veja também ==
*[[Favela Fabril (documentário)]]
*[[Rádio Web Manguinhos Livre]]
*[[PAC Manguinhos]]
*[[Favela de Manguinhos]]
*[[Fórum Social de Manguinhos - FSM]]
*[[Manguinhos Solidário]]
*[[Manguinhos tem fome de direitos (cartilha)]]


&nbsp;
[[Categoria:Temática - Saúde]]
 
[[Categoria:Temática - Violência]]
[[Category:Cartilha]][[Category:Manguinhos]][[Category:Violência]][[Category:Saúde]]
[[Category:Manguinhos]][[Category:Violência]][[Category:Saúde]]
[[Categoria:Direitos Humanos]]
[[Categoria:Rio de Janeiro]]

Edição atual tal como às 19h57min de 19 de setembro de 2023

A Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos, lançada em 2019, aborda temas de saúde e segurança pública, fornecendo informações sobre proteção social, prevenção e tratamento de saúde mental, além de destacar o impacto da violência na saúde dos moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho. O material é direcionado tanto a moradores quanto a agentes de segurança pública.

Autoria: Fundação Oswaldo Cruz

Introdução[editar | editar código-fonte]

A Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos é um material lançado em novembro de 2019 a partir de uma parceria entre instituições de pesquisa e movimentos sociais no Rio de Janeiro. O material inédito aproxima os temas de saúde e segurança pública e reúne informações sobre a rede de proteção social a vítimas de violência, medidas preventivas e de tratamento à saúde mental, além de indicadores do impacto na saúde dos moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho.O livreto, que possui cerca de 50 páginas, foi feito em formato de bolso e é direcionado tanto a moradores de Manguinhos quanto aos agentes de segurança pública – dois dos principais grupos afetados em sua saúde, segundos os organizadores. A iniciativa é da Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz em parceria com o Centro Latino Americano de Estudos sobre Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Claves/Ensp/Fiocruz).

A rotina escolar de territórios marcados pela violência também é impactada e os resultados estão disponíveis no dicionário: baixa frequência dos estudantes, dificuldades de concentração nas aulas, adoecimento psíquico de alunos e trabalhadores são alguns dos aspectos destacados por Michelle Oliveira, educadora da Educação de Jovens e Adultos (EJA-Manguinhos). O EJA atende aproximadamente 200 estudantes, sendo a maioria deles moradores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho, atualmente em funcionamento na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e na RedeCCAP, organização comunitária da favela de Vila Turismo.

Imagem da capa da cartilha

 

Resultados Preliminares da Pesquisa[editar | editar código-fonte]

Um dos pontos fundamentais da cartilha como estudo está em registrar as consequências psíquicas de agentes de segurança e de moradores das favelas de Manguinhos. De acordo com pesquisa divulgada no informativo, o sofrimento psíquico é algo recorrente entre moradores e moradoras entrevistados: 80% responderam que a violência com uso de armas de fogo afeta a saúde deles, da família deles ou pessoas próximas. Técnicos da Fiocruz reuniram relatos de moradores das favelas de Manguinhos, Maré e Jacarezinho sobre o impacto da violência na saúde e rotina.

E em relação aos policiais, a cartilha traz dados da Comissão de Análise da Vitimização Policial da Polícia Militar mostrando que, diariamente, três a quatro PMs são afastados com diagnósticos psiquiátricos na corporação. O documento registra que, segundo levantamento referente a 2018, quase metade dos 1.320 militares licenciados por problemas de saúde foi afastada por reações ao estresse grave (567).

A cartilha também tem um capítulo dedicado ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático, elaborado pela pesquisadora Fernanda Serpeloni, do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz (Claves/Ensp). Ao tratar do tema, o informativo define e esclarece o que é o transtorno, bem como trata das consequências e busca de possíveis tratamentos. Inclusive, consta no material informações sobre projeto para pessoas que desenvolveram o transtorno, que podem entrar em contato com funcionários da Fiocruz pelo telefone (21) 99555-5590 ou o email projeto_net@fiocruz.br.  

Lançamento da Campanha de Prevenção[editar | editar código-fonte]

Apesar do livro ter sido lançado previamente na comunidade, o lançamento oficial da campanha foi no dia 11 de dezembro de 2019, às 15h, na sede do projeto Ballet Manguinhos, localizada no território de mesmo nome e será realiza junto ao Conselho Comunitário de Manguinhos e ao Conselho de Segurança Pública local. Na ocasião, foram convocados organizações comunitárias, lideranças e coletivos envolvidos com o debate sobre violência armada no território. Foi feita a parte inicial da distribuição dos 4 mil exemplares do informativo, como força de iniciar uma ampla campanha de pacto pela vida em Manguinhos, com a possibilidade de se expandir para outras comunidades cariocas. 

Acesso à cartilha[editar | editar código-fonte]

Para acessar a cartilha na íntegra, clique aqui. 

Fontes[editar | editar código-fonte]

Veja também[editar | editar código-fonte]